E foi no adeus da primavera
Que vi o inverno reflectido nos olhos húmidos
De quem amassa o pão e faz o vinho
Esperando o regresso das aves azuis
Mesmo que coma desse pão e beba desse vinho
Penetra-me a desilusão de Deus
E a névoa salgada dessa pátria morna
Não me deixa ouvir a melodia das marés









