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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Silêncio



Porque o silêncio me envolve
Em palavras que não escuto
Em sons que me escondem de mim
Na nudez da verdade

Porque o silêncio me despe
Nas fronteiras do ruído da mente
Me estrangula no sufoco da voz
Me desnuda de mim

Porque eu sou
A nudez do silêncio


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A dança




Durante o sono das estrelas
Entoavas o eco do amor
Dançavas a música do mar
Acarinhavas o espírito da terra

E quando mergulhavas na embriaguez do silêncio
Da noite vadia, caída e fria
Ouvias ao longe a música dos índios
E dançavas a linguagem da selva

Dançavas, assim, sem condições
Como o bailado na noite das arpas
Como a música na noite dos pássaros

E Amavas, assim
Dançando


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Saudade



Quando desenhei a saudade em folhas brancas
E soltei-as no dia dos ventos gélidos do norte
pensei
seria talvez o fim do sentir a dor da ausência

Quando no horizonte desapareceram as folhas
Rascunhadas daquela saudade cravada nas lembranças
Senti a tua não existência
Daquela que seria a mais bela memória

Desprendi a saudade em folhas brancas
Deixei que as marés as levassem
E o meu coração se acomodasse
No fim do adeus



terça-feira, 16 de agosto de 2016

Renascer




Se nem os vulcões te deixaram sem verde,

nem as chuvas te afogaram no mar.

Se nem os ventos te levaram a luz

e as lágrimas apagaram a coragem


Vamos plantar o verde da ilha

Vamos renascer das cinzas o perfume da terra

E beber nas tuas fontes a esperança

terça-feira, 2 de agosto de 2016

sexta-feira, 15 de julho de 2016

A Canção



Cantava a canção de um qualquer país
E de todos os países
Mesmo com palavras nem sempre audíveis
Cantava
A canção de qualquer mundo perdido

Trazia a melodia fresca
Vinda de uma qualquer fonte angelical
Na canção presente em todas as almas
E tão sempre desconhecida

Ressoava sonolenta nas dores humanas

Cantava
Sugerindo deuses nos homens
Esquecido da maldosa ignorância
Abafando o ruído da dor


Cantava as lágrimas da alma 


segunda-feira, 30 de maio de 2016

Um novo mundo





Sei que um dia existirá um novo mundo

Aquele onde a sabedoria dos índios renascerá

E a dança dos homens ao som do canto das baleias

Trará os templos da Atlântida


No novo mundo

as pérolas brilharão no olhar da humanidade

Em harmonia com a perfeição do cosmos

Tudo se iluminará ao ritmo perfeito das estrelas


Numa nova terra, com novos mares

Onde o bálsamo das flores desperta o coração dos homens

Queima-se a ignorância, o mal e o medo

Liberta-se o amor e tudo se integra

Na mais completa harmonia Universal