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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Renascer




Se nem os vulcões te deixaram sem verde,

nem as chuvas te afogaram no mar.

Se nem os ventos te levaram a luz

e as lágrimas apagaram a coragem


Vamos plantar o verde da ilha

Vamos renascer das cinzas o perfume da terra

E beber nas tuas fontes a esperança

terça-feira, 2 de agosto de 2016

sexta-feira, 15 de julho de 2016

A Canção



Cantava a canção de um qualquer país
E de todos os países
Mesmo com palavras nem sempre audíveis
Cantava
A canção de qualquer mundo perdido

Trazia a melodia fresca
Vinda de uma qualquer fonte angelical
Na canção presente em todas as almas
E tão sempre desconhecida

Ressoava sonolenta nas dores humanas

Cantava
Sugerindo deuses nos homens
Esquecido da maldosa ignorância
Abafando o ruído da dor


Cantava as lágrimas da alma 


segunda-feira, 30 de maio de 2016

Um novo mundo





Sei que um dia existirá um novo mundo

Aquele onde a sabedoria dos índios renascerá

E a dança dos homens ao som do canto das baleias

Trará os templos da Atlântida


No novo mundo

as pérolas brilharão no olhar da humanidade

Em harmonia com a perfeição do cosmos

Tudo se iluminará ao ritmo perfeito das estrelas


Numa nova terra, com novos mares

Onde o bálsamo das flores desperta o coração dos homens

Queima-se a ignorância, o mal e o medo

Liberta-se o amor e tudo se integra

Na mais completa harmonia Universal


sexta-feira, 15 de abril de 2016

Foto de https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography/?fref=ts




Às vezes, quando aquela chuva vinda das terras do sem fim me humedece as entranhas como se de repente tudo ficasse sem cor, eu morro um pouco para a beleza, aquela beleza que sendo apenas minha, enfeita a terra de luz.


Mas, às vezes, quando renasce da lama a alma transformada em fénix, sim, quando da morte se vive a intensidade da vida, tudo, tudo se transforma em beleza e tudo vive as vidas do sem fim.


Nasce, ainda que adormecida, a compaixão.



quinta-feira, 17 de março de 2016

Saudade

Foto de https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography/?fref=ts

O vazio preenchido pela saudade

de quem procura na imensidão do céu a tua estrela.

Magoava-me a ferida dilacerada

do dia em que te perdi

nos mistérios da morte.


Mas hoje

quando a luz banhou de prata as ondas do mar

e no céu

uniram-se as mãos das plêiades

acabou-se a minha saudade vadia,

e eu vivi o teu renascer

no fulgor da Terra

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Carnaval

Imagem da Internet


Um dia chegaste trajado de Pierrot ao som de um samba melancólico. Trazias no peito a rosa brava e no coração o carnaval. Chegaste vestido de inocência, caminhando na praça com graça, a lágrima traçada no rosto.

Falaste-me dos carnavais do mundo, aqueles que te fizeram vestir camuflado de alegria, dentro de trajes de lantejoulas.

Um dia, num qualquer sambódromo do mundo o carnaval te levou. E eu trajei-me de Columbina.