Ambos esperavam o
silêncio da lua
O desfalecer do sol e o
estremecer das estrelas
E amavam-se num anonimato
sedutor
Onde o riso das
feiticeiras ecoava longínquo
Embalando a noite nos
rituais das corujas
Ambos esperavam o cair da
noite
Apenas a respiração
sussurrando num murmúrio
Qual apelo sensualmente retórico
E esperavam a mutação das
sombras e o sono das flores
Embarcavam na neblina noturna
Sentindo a textura da
terra e o silêncio da água
Os corpos fundidos numa
só sombra
Amavam-se no misterioso sossego
E esperavam os
aromas da noite
A treva estranhamente
bela









