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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Quem és tu



Um dia perguntaram quem eu era

Sim, foi num dia em que vagueava pela praia procurando uma razão para justificar esta existência.

Sentia a vida pulsando nas coisas, como se tudo se movesse.
E assim alguém me perguntou quem eu era

Que resposta poderia eu dar a tão simples pergunta? Talvez: “eu sou o meu nome” ou, “eu sou aquilo que sou”

E foi aí que percebi que não sabia quem era.

Naquela paisagem de céu e mar em que tudo à minha volta vivia, eu simplesmente deixava de viver.
 Se não sei quem sou, então serei nada?

Mas, porquê essa pergunta agora? Não vivi eu bem sem ela? Ou será que não vivi?
Mas alguém me perguntava: Quem és tu? Afinal quem és tu?

5 comentários:

  1. Eis a pergunta? Quem és tu? No fundo, não sabemos.

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  2. O alvo de meu blog é divulgar o bom nome de Jesus. E levar cada crente mais perto de seu Senhor, ficarei feliz se quiser fazer parte dele, contudo não deixarei de visitar, e comentar em seu blog. Ficarei á espera da sua amizade virtual. Minhas saudações em Cristo Jesus.

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  3. Post de Djan Damasceno, 2011-12-03 "Trecho de O Pequeno Príncipe, de Antoine Saint-Exupéry O pequeno príncipe atravessou o deserto e encontrou apenas uma flor. Uma flor de três pétalas, uma florzinha insignificante.... - Bom dia - disse o príncipe. - Bom dia - disse a flor. - Onde estão os homens? - Perguntou ele educadamente. A flor, um dia, vira passar uma caravana: - Os homens? Eu creio que existem seis ou sete. Vi-os faz muito tempo. Mas não se pode nunca saber onde se encontram. O vento os leva. Eles não têm raízes. Eles não gostam das raízes. -Adeus - disse o principezinho. -Adeus - disse a flor. O pequeno príncipe escalou uma grande montanha. As únicas montanhas que conhecera eram os três vulcões que batiam no joelho. O vulcão extinto servia-lhe de tamborete. 'De uma montanha tão alta como esta', pensava ele, 'verei todo o planeta e todos os homens...' Mas só viu pedras pontudas, como agulhas. - Bom dia! - disse ele ao léu. - Bom dia... bom dia... bom dia... - respondeu o eco. - Quem és tu? - perguntou o principezinho. - Quem és tu... quem és tu... quem és tu... - respondeu o eco. - Sejam meus amigos, eu estou só... - disse ele. - Estou só... estou só... estou só... - respondeu o eco. 'Que planeta engraçado!', pensou então. 'É completamente seco, pontudo e salgado. E os homens não têm imaginação. Repetem o que a gente diz... No meu planeta eu tinha uma flor; e era sempre ela que falava primeiro.' Mas aconteceu que o pequeno príncipe, tendo andado muito tempo pelas areias, pelas rochas e pela neve, descobriu, enfim, uma estrada. E as estradas vão todas em direção aos homens. - Bom dia! - disse ele. Era um jardim cheio de rosas. - Bom dia! - disseram as rosas. Ele as contemplou. Eram todas iguais à sua flor. - Quem sois? - perguntou ele espantado. - Somos as rosas - responderam elas

    Continua.

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  4. - Ah! - exclamou o principezinho... E ele se sentiu profundamente infeliz. Sua flor lhe havia dito que ele era a única de sua espécie em todo o Universo. E eis que havia cinco mil, iguaizinhas, num só jardim! 'Ela teria se envergonhado', pensou ele, 'se visse isto... Começaria a tossir, simularia morrer, para escapar ao ridículo. E eu seria obrigado a fingir que cuidava dela; porque senão, só para me humilhar, ela seria bem capaz de morrer de verdade...' Depois, refletiu ainda: 'Eu me julgava rico por ter uma flor única, e possuo apenas uma rosa comum. Uma rosa e três vulcões que não passam do meu joelho, estando um, talvez, extinto para sempre. Isso não faz de mim um príncipe muito poderoso...' E, deitado na relva, ele chorou. E foi então que apareceu a raposa: - Bom dia - disse a raposa. - Bom dia - respondeu educadamente o pequeno príncipe, olhando a sua volta, nada viu. - Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira... - Quem és tu? - Perguntou o principezinho. - Tu és bem bonita... - Sou uma raposa - disse a raposa. - Vem brincar comigo - propôs ele. - Estou tão triste... -Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda. - Ah! Desculpa - disse o principezinho. Mas, após refletir, acrescentou: - Que quer dizer 'cativar'? - Tu não és daqui - disse a raposa. - Que procuras? - Procuro os homens - disse o pequeno príncipe. - Que quer dizer 'cativar'? - Os homens - disse a raposa - têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas? - Não - disse o príncipe. - Eu procuro amigos. Que quer dizer 'cativar'? - É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. Significa 'criar laços'... - Criar laços? - Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo... - Começo a compreender - disse o pequeno príncipe. - Existe uma flor... eu creio que ela me cativou... - É possível - disse a raposa. - Vê-se tanta coisa na Terra... - Oh! Não foi na Terra - disse o principezinho. - A raposa pareceu intrigada: - Num outro planeta? - Sim. - Há caçadores nesse planeta? - Não. - Que bom! E galinhas? - Também não. - Nada é perfeito - suspirou a raposa."

    Beijo.

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  5. É preciso mais que um nome para uma identificação da natureza. Somos hoje o que não fomos ontem. E o amanhã, que ainda não nos pertence, mostrará um outro alguém.

    Bjs.

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