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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Quem és tu



Um dia perguntaram quem eu era

Sim, foi num dia em que vagueava pela praia procurando uma razão para justificar esta existência.

Sentia a vida pulsando nas coisas, como se tudo se movesse.
E assim alguém me perguntou quem eu era

Que resposta poderia eu dar a tão simples pergunta? Talvez: “eu sou o meu nome” ou, “eu sou aquilo que sou”

E foi aí que percebi que não sabia quem era.

Naquela paisagem de céu e mar em que tudo à minha volta vivia, eu simplesmente deixava de viver.
 Se não sei quem sou, então serei nada?

Mas, porquê essa pergunta agora? Não vivi eu bem sem ela? Ou será que não vivi?
Mas alguém me perguntava: Quem és tu? Afinal quem és tu?

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Morrer na Praia







Ondas de espuma branca morrendo na praia
Balançando a gaivota de asas brancas 
Sem pressa de viver, sem pressa de morrer

A gaivota na espuma branca da praia
Qual vida livre de medo e de amor
Qual vida a favor da corrente de mar
Que respirando o curso de água e sal
Desliza na corrente Universal

Assim sepultada na espuma branca
Morre livre a gaivota  branca

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Ventre de Vida

(Foto Internet)


Com o teu ventre crescente de vida
De fortuitos encontros de amor
Buscas o sol da tua existência
Na estrada de terra batida

E assim cresce uma vida
De fugazes encontros carnais
Que nas tabernas da vida viveste
Fugindo das magoas e dos bacanais

No pulsar do teu ventre de vida
Uma semente desabrocha no caos
Emergindo num templo de paz
Onde na vida se fazia fugaz

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Céu





E foi olhando o céu profundo e infinito
Onde via estrelas cadentes ditando o destino
Nas noites de vigílias ansiosas
Que construí uma torre para chegar ao céu

E subi, transcendendo a matéria
Aceitei o silêncio do Universo
E senti a leveza de um pássaro
Alcançando as profundezas do todo
 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A Neblina


(Foto Internet)

Desci para a beira do lago onde se encontrava uma canoa. Parei um pouco, olhei para o céu e fiz aquilo que achei que seria o mais próximo de rezar. Agradeci a Deus e ao Universo pela minha vida, e pedi-lhes protecção e orientação na viagem que estava prestes a fazer.
Sentei-me na canoa e remando lentamente fui rasgando as águas e deslizando em direcção à neblina.
O tempo foi passando e com ele a minha parte racional começava a duvidar da minha opção. Mas voltar a atrás já era tarde, até porque sentia uma estranha e intensa atracção. Estava prestes a entrar no banco de nevoeiro daquele lago que tanto me fascinou.
Apesar do frio e da ansiedade, alimentava uma expectativa optimista, como se fosse renascer algures. E foi nutrindo esse sentimento que me deixei levar através do nevoeiro em direcção a nenhures. 
Não sei quanto tempo passei dentro da bruma, até perceber que estava a chegar a algum lado. Entrava num mundo em que tudo parecia diferente. A luz era mais brilhante, o ar mais leve, a natureza mais fresca, a paz era quase palpável.
Ao desembarcar na praia tirei os sapatos e senti a areia macia e morna.
À minha frente estendido na areia, encontrava-se um vestido branco bordado a prateado. Colei-o ao corpo e deduzi que me serviria. Vesti-o e logo me senti diferente. Foi então que percebi, que tinha de vestir tudo de novo na minha vida: o meu corpo, as minhas emoções, os meus sentimentos, as minhas memórias…Senti que tinha de deixar tudo o que trazia. Tinha de deixar o velho se quisesse receber o novo.
E foi assim, que ao perder o medo para atravessar a neblina, vesti o novo e finalmente vivi…

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Morrer para viver

(Foto Internet)


Morres nos minutos efémeros da vida
E nessa morte renasces para viver
Nos batimentos de um coração
Escondido na pele de um corpo

Procuras a alma na mente estruturada
E no teu ego escondes a essência do teu ser
Na tua situação de vida escondes a vida
E nas ilusões de um mundo virtual escondes o amor

E assim ocultas o amor no  medo.
E na surdez da tua mente
Vais morrendo no momento
Para viver na eternidade do tempo

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O dia que o mundo acordou



(Foto Internet)
 

Um dia o mundo acordou
Num novo começo desperto
Caíam pétalas de luz
Choviam gotas de sol

Nesse dia cantou o falcão
Que sobrevoou a terra e o mar
Cantando o hino do ser
Cantando o hino do amor

O dia que o mundo acordou
Nasceu emergindo da luz
E o povo saiu à rua
Amando, rindo e cantando

Nesse dia o mundo acordou…

terça-feira, 8 de novembro de 2011

SÓ POR ACASO

Só por acaso subi o vale
Procurando no acaso a vida
Só por acaso senti a beleza
Da vida vivida na leveza

Por um qualquer acaso
Rendi-me ao momento e chorei
A liberdade de viver livre
Do cume do vale gritei

E só por acaso me libertei
Das grades de uma prisão
Inventada sem ser ao acaso
Onde em tempos me acalentei