Fecundando as emoções ainda virgens,
Vestindo um ego repleto de medo.
Diz-me, pai, o que o meu coração não quer calar
E o meu cansaço não deixa ver
Neste mundo
Que aguarda o retorno dos pássaros.
Nas entrelinhas leio a explosão da terra,
Ferida,
Onde lágrimas de seiva escorrem,
Mudando a paisagem numa gestação de ironias.
Diz-me pai, a saída da treva,
Mostra-nos
As nascentes da luz
Diz-me onde estou…pai








