quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Noite da alma



Na noite escura não reconheci o caminho
Como se a cegueira da visão me bloqueasse os sentidos
E as emoções não reconhecessem as cores.
Fechei o fluxo do amor e caminhei na berma do lago
Acompanhada da sombra nas águas vestidas de prata.

Reconheci o meu nome assim
vulnerável
Seria a ferida na minha essência
na prisão da minha liberdade.

Talvez se criar uma ponte
 que me leve à melodia longínqua da próxima primavera,
Eu consiga encontrar-me em ti.
E acenda uma luz na noite da alma.

2 comentários:

  1. Noites assim, vez ou outra, sobrevêm também em mim.
    Lindo poema.

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  2. Às vezes é com cegueira que me melhor conseguimos ver o que realmente importa.
    Belo, o poema!
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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