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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Não penso a beleza





 

Que penso eu sobre a beleza
 se apenas a amo

Que penso eu,
 quando os relâmpagos embelezam a noite
E a brisa salgada sobe a montanha
Adornando a noite com a melodia das baleias

Que penso eu,
 se apenas sinto a beleza desprovida de razão

E porque creio num mundo com sentidos
 e amo essa inocência que não pensa
Sinto os anjos e as fadas,
 neste reino que não é deste mundo

Então amo este mundo destituído de razão,

Onde desvendo o mistério da beleza 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Pessoas

 





Há pessoas que passam e levam consigo um pedaço do meu nome
e eis-me a mim, contemplando a saudade.
 
Há pessoas que passam e deixam esse cheiro de jasmim que me acompanha,
 quando vou em busca do som da arpa.
 
Pessoas que ficam, num pedaço de mim que se fez delas,
 e eis-me procurando nas estrelas.
 
Pessoas de passagem, que a solidão esquece.


sábado, 12 de janeiro de 2013

Portugal







E foi no adeus da  primavera


Que vi o inverno reflectido nos olhos húmidos

De quem amassa o pão e faz o vinho

Esperando o regresso das aves azuis
Mesmo que coma desse pão e beba desse vinho

Penetra-me a desilusão de Deus

E a névoa salgada dessa pátria morna

Não me deixa ouvir a melodia das marés
 


domingo, 6 de janeiro de 2013

Não sei









Existe uma dúvida
 entre os meus passos e a estrada que vejo
E a sincronia da vida não me desvanece o mistério
Que todas as alvoradas me despertam,
inquietando-me a alma

Não sei onde quero ir, 
Se os meus instintos invocam as musas ocultas
A razão me chama, numa rotina friamente falsa
E esta incerteza
 entre os meus passos e a estrada que vejo.

E eu, que tantas vezes me sinto tão real
Encontro a metáfora nessa paisagem.