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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Amar



Queria eu ainda amar-te, sem adiar a saudade de tantas existências, do amor ancestral em amanheceres indecisos.
Via-te caminhar com pés de algas e cheiro de mar, de um qualquer horizonte pintado de purpura, ainda que renascendo da nostalgia da aurora atrasada.
Queria eu ainda amar-te, antes de descer a escuridão e cair a solidão, para não te adiar por mais um século.
Para ti escrevi a saudade, por ti adiei a morte.


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