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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Mulheres da Terra


Amam como quem ama no adeus

E choram nos orvalhos da madruga.

deusas ressuscitadas

Do cansaço, do desespero, da razão

Da beleza selvagem e da paixão dolorosa

Dos filhos paridos no medo do mundo

Elas,

Afrodites da terra e do mar

Dançantes em obscuros desejos

Por vós a poesia canta



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