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sábado, 18 de março de 2017

A tua amoreira hoje deu flor, Pai




Quando saboreávamos o gosto das amoras

Disseste que serias essa amoreira

Enraizada na terra com folhas no céu

Que daria flor no inverno

E rosas no verão



Sabias viver apesar da proximidade do fim

Vivias para mim, para as tardes na amoreira

E eu chorava silenciosamente a dor

A minha dor, a tua dor, a dor do fim



A tua amoreira hoje deu flor

E eu amo-te silenciosamente



6 comentários:

  1. Olá Rita.
    Um poema belíssimo em homenagem ao seu pai.
    Um poema delicado e sensível. Parabéns.
    Um bom domingo.
    Abraços.
    Pedro.

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  2. sem palavras a acrescentar, tal a minha comoção.
    uma belissima homenagem em véspera do dia do pai.
    beijinhos

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  3. Todas as flores se desfolham
    até tu ROSA
    bjs

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  4. Olá,
    O fim causa grande tristeza, não é fácil deixar partir quem amamos.
    O meu também se foi há vários anos e quanta falta faz.
    Um abraço,
    Sônia

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  5. Não sei que te diga, Rita, mas entendo aquilo que escreves e sentes.

    Um beijo para ambos.

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