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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Não sei o meu nome

 

Gravei os meus nomes em jazigos
Sepultados nas falésias das vidas
Mas não sei quem sou
Para além dos nomes
 
Alguém me chamou um nome
Nas metamorfoses de vidas encarnadas
E nos papeis desconformes vividos
Mas,
 Não sei o meu nome
 
Talvez me reencontre no Universo
E alguém grite a vibração das letras
Um qualquer nome no vácuo
 
Mas, ninguém sabe quem sou
 
Ninguém sabe o meu nome

10 comentários:

  1. O "eu lírico" debate-se, na procura do seu rosto. Essa é, sem dúvida uma das questões mais debatidas pelos poetas e filósofos no decorrer dos tempos. Basta pensar em Fernando Pessoa que resolveu a questão, dando nome e vida própria a cada um dos rostos que descobriu, em si - os heterónimos.

    Um beijo

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  2. Eu sei, és Rita... eheheh...
    Desculpa a brincadeira, mas o teu poema é magnífico.
    Gostei imenso, como sempre.
    Rita, minha amiga querida, tem um bom resto de semana.
    Beijo.

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  3. também me apeteceu dizer que és a Rita.

    mas podes ser outras coisas, bonitas e poéticas, como as tuas palavras.

    abraço

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  4. Sim, acho que não sabemos mesmo o nosso nome, o verdadeiro, mas este, Rita, é o de agora, assenta-lhe bem.
    Beijinhos

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  5. Olá Rita!
    Eis um belo poema! Todos nós procuramos e nos interrogamos ...Quem sou? O que faço aqui? Dúvidas...dúvidas e mais dúvidas.
    Um abraço.
    M. Emília

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  6. Rita

    por vezes todos sabem o nosso nome, menos nós....

    belo, como sempre!

    :)

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  7. Belo poema...

    Como diz a Lídia, por vezes é necessário encontrar um nome para cada um dos rostos que criamos. Como Pessoa.

    Beijinho

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  8. Somos sem nome
    para lá do que nos deram

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  9. Não é para qualquer pessoa a compreensão deste Poema, pois Rita! Você nos conduz para além dos nomes quando recita:
    Gravei os meus nomes em jazigos
    Sepultados nas falésias das vidas
    Mas não sei quem sou...

    As reticências ficam por minha conta; mas verdade seja dita: você transita na espiritualidade: e quando pluraliza; nomes, jazigos, falésias, e vidas, e sintetiza assim... Mas não sei quem sou; deixa-me em consonância com a vibração desta mensagem, e já era o bastante,mas você vai, e vai, e vai (bem mais além) nesta "Chuva" de verdades respaldadas na Teoria da Evolução Espiritual de cada ser: que não sabe o que foi; que não sabe, quem seja; e que jamais poderá saber, o que será na volta; no Resgate.
    Eu não achei apenas linda! Magnífica! (desculpem-me os comentários anteriores), pois eu fiquei muito feliz, e parabenizo a Poetiza, e "seu Guia" de inspiração; senão seu próprio Eu! Espiritual; por que não?
    Rita!
    Que Deus esteja sempre contigo, é o que te desejo, de dentro do meu Coração.
    Sem mais; Milhões de abraços (apenas um de mim), pois outros virão da Espiritualidade - Dos, "Anônimos da Poesia e da Arte".

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