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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

EXISTE SOL




Emergente das misteriosas profundezas vulcânicas
Nasce a aldeia sombreada pela montanha
Cobrindo gentes de almas que se esfumam
Sob as gotas frias da maresia nocturna.

Enraizadas numa terra abraçada de mar
Com meninos de profundos olhos cristal
Que brincando no porto de pedra e cal
Usam calhaus da praia de rochas
Construindo castelos de pedra e sal.

E essas gentes daquela aldeia
Que amassam o pão de fermento e sal
Dizem que o sol caiu noutro mundo
Deixando esquecidas as sua crianças
Resignadas no porto de pedra e cal

Mas hoje na sabedoria da aurora
Surge a luz de brilho dourado
Que Ilumina o povo daquela aldeia
Que do luto logo se despiu

E nasce o sol no mar da aldeia
De dourado raiado de esperança
Iluminando as crianças do porto
Que logo ergueram os seus castelos
De pedra e luz, esperança e mar
           

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