terça-feira, 5 de novembro de 2019

Mulheres

Amam como quem ama no adeus e choram nos orvalhos da madruga. Deusas ressuscitadas do cansaço, do desespero, da razão. Da beleza selvagem, da paixão dolorosa. Dos filhos paridos no medo do mundo, Afrodites da terra e do mar onde dançam em obscuros desejos.
Por vós tocam os sinos nos campanários, elevam-se as vozes dos templos, ecoam o pranto dos poetas.
Por vós a vida pulsa.

2 comentários:

  1. As mulheres: são delas o dever, a rebeldia e o cansaço…
    Um poema muito belo!
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  2. Quando asfixiamos um pássaro nas mãos
    desenhamos no chão
    a dor que sentimos

    Bj

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