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sexta-feira, 21 de março de 2014

Não fosse essa poesia...




O remorso fundido na saudade




Vindo de uma morte que de morte viveu




O remorso de ter-te vivido em mim




Sem um adeus que só Deus me alivia









Queria eu morrer em cada lugar

E nascer em cada amanhecer 

Na terra e no mar

Necessários à dor


Ainda que nas tuas cinzas semeie gardénias

Faço-te criação da saudade

Enrosco-me na escravidão do remorso

Não fosse essa poesia que me recordas...






quinta-feira, 13 de março de 2014

Deixei as palavras



Deixei as palavras obscenamente silenciosas
Lancei-as no vácuo das almas sombrias

E escrevi solidão e silêncio

Num consolo fictício 


Não deixei as palavras falarem de mim

Caíram no papel gélido, procurando vida

Morreram, nasceram, partiram

Indiferentes que estavam ao pensamento


Eram só palavras

levando pedaços de mim

Sem nome nem rosto

Deixei as palavras à beira do porto

No adeus da próxima maré