Deixei as palavras obscenamente silenciosas
Lancei-as no vácuo das almas sombrias
E escrevi solidão e silêncio
Num consolo fictício
E escrevi solidão e silêncio
Num consolo fictício
Não deixei as palavras falarem de mim
Caíram no papel gélido, procurando vida
Morreram, nasceram, partiram
Indiferentes que estavam ao pensamento
Eram só palavras
levando pedaços de mim
Sem nome nem rosto
Deixei as palavras à beira do porto
No adeus da próxima maré






