quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Sonho

Fotografia de https://www.facebook.com/#!/JCarvalhoPhotography?fref=ts

Talvez eu não fosse senão um sonho e tu alguma forma de energia que me envolvia nas insónias que rondavam as noites.

Na nossa floresta havia flores e céu e acordava-me o cheiro dos lírios com a fome de vida roçando-me a alma.

E se não somos senão sonho com um sonho de viver, esquecidos do tempo e do espaço, vivendo num lento entardecer, mergulhados numa felicidade tépida?

Talvez envolvendo-te no meu choro fazendo-te o meu eco, a floresta te devolva lembrando-me de viver.


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Até breve





Apenas vós me vistes por dentro

Me ouvistes nos abafos e desabafos

 Com o direito que vos confere a ser parte de mim

Apenas vós fizestes eco na minha alma

 Saciando-me com o pão partilhado

 Mergulhando-me na ebriedade do vinho 

 Levo-vos comigo, rumo ao templo


Até Breve


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Não sei o meu nome

 

Gravei os meus nomes em jazigos
Sepultados nas falésias das vidas
Mas não sei quem sou
Para além dos nomes
 
Alguém me chamou um nome
Nas metamorfoses de vidas encarnadas
E nos papeis desconformes vividos
Mas,
 Não sei o meu nome
 
Talvez me reencontre no Universo
E alguém grite a vibração das letras
Um qualquer nome no vácuo
 
Mas, ninguém sabe quem sou
 
Ninguém sabe o meu nome

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Por ora basta-me o mar




Por ora basta-me o mar

E eu sinto-me ser

o ser de pólen

no leito das rosas


 Se existo na luz do ocaso

 É porque visto o sossego

E fico neste exílio do mundo


Ainda assim

Resta de mim o poema


 Mas,

por ora


 basta-me o mar

sábado, 9 de novembro de 2013

Luz


 


Que sei eu de ti mãe,
Que voaste tão cedo esvoaçando no tempo
Entrando na melodia da luz,
E eu no vazio das lágrimas

Que sei eu de ti,
Quando um dia adormeceste nesse azul
E devolvi ao mar as lágrimas de sal
Deixando o que o meu coração te lembra

Hoje vi a ave azul
Que  devolveu-te do tempo

Gritei o teu nome nas folhas brancas do vento
E a lua cantou a melodia da luz


domingo, 20 de outubro de 2013

Silêncio



Eu não escrevo o amor
Sinto-o no vento cálido do oceano
Quando a noite desce a encosta em busca do silêncio
E nesse estar só, sem os ruídos do mundo
Canto a música do universo

Ganho essa liberdade de libertar-me
Quando a humanidade dorme esse sono universal
e eu desperto na primeira maré


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

A NEBLINA






Talvez se enfrentar o medo do desconhecido,
 consiga atravessar a neblina
 aquela que me separa da felicidade
 e me mostra essa embriaguez que me turva a visão.

Daqui,
 de onde estou,
 não tenho certeza de nada
porque os meus olhos não vêem para além da bruma

E caminho nessa distância entre o medo e eu.