domingo, 20 de outubro de 2013

Silêncio



Eu não escrevo o amor
Sinto-o no vento cálido do oceano
Quando a noite desce a encosta em busca do silêncio
E nesse estar só, sem os ruídos do mundo
Canto a música do universo

Ganho essa liberdade de libertar-me
Quando a humanidade dorme esse sono universal
e eu desperto na primeira maré


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

A NEBLINA






Talvez se enfrentar o medo do desconhecido,
 consiga atravessar a neblina
 aquela que me separa da felicidade
 e me mostra essa embriaguez que me turva a visão.

Daqui,
 de onde estou,
 não tenho certeza de nada
porque os meus olhos não vêem para além da bruma

E caminho nessa distância entre o medo e eu.


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Ausência







Acreditei na saudade dorida como se fosse minha
E um orvalho de lágrimas encharca essa ausência
Quando a tua presença esvoaça em torno do sol
E a brisa morna arrasta o teu cheiro

Esfumando o teu tempo perdi o teu rasto
Para além desse mar  feito de mar.


domingo, 8 de setembro de 2013

Desfilam pessoas






Desfilam pessoas pelas minhas ruas
Ainda que a cegueira da mente oculte a luz
Têm todas um pedaço de mim

Desdenho a humanidade nesse sonho ignóbil
E vivo a pior das ilusões no quotidiano dos dias:
A solidão que me deixa sempre onde estou

Desfilam pessoas com pedaços de mim

Na luta embriagada em busca de mim


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A ti pai, que farias anos hoje.






Pai, o tempo nos aproxima
No sonho que me falas sem voz,
E não falarei das palavras sem som
Sentirei apenas a tua luz na noite

E esse acetinado crepúsculo onde te vejo sorrir
Vindo de um eterno tempo que um dia nos unirá
Mistura-te na memória de uma vida
Onde agora a luz te molda a sombra

E semeio rosas no caminho que te leva
Onde aguardo o retorno das aves que te cantam.

Amo-te

(Reedição)

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A noite escura da alma







Na noite escura, não reconheci o caminho.

Fechei-me para o fluxo do amor e caminhei na berma do lago, acompanhada da sombra nas águas iluminadas pelas estrelas.

Reconheci a vulnerabilidade do meu nome e procurei a ferida na minha essência, porque estava livre nesta prisão.

Talvez se criar uma ponte que me leve à melodia longínqua da próxima primavera, eu consiga encontrar-me em ti.


E acenda uma luz na noite da alma.


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Falei com as flores

 





Disseram-me as flores

Que eu era infeliz por engano

Porque é minha a última luz do sol.


E eu, usei o perfume das rosas.