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terça-feira, 2 de agosto de 2016
sexta-feira, 15 de julho de 2016
A Canção
Cantava a canção de um qualquer país
E de todos os países
Mesmo com palavras nem sempre audíveis
Cantava
A canção de qualquer mundo perdido
Trazia a melodia fresca
Vinda de uma qualquer fonte angelical
Na canção presente em todas as almas
E tão sempre desconhecida
Ressoava sonolenta nas dores humanas
Cantava
Sugerindo deuses nos homens
Esquecido da maldosa ignorância
Abafando o ruído da dor
Cantava as lágrimas da alma
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Um novo mundo
Sei que um dia existirá um novo mundo
Aquele onde a sabedoria dos índios renascerá
E a dança dos homens ao som do canto das baleias
Trará os templos da Atlântida
No novo mundo
as pérolas brilharão no olhar da humanidade
Em harmonia com a perfeição do cosmos
Tudo se iluminará ao ritmo perfeito das estrelas
Numa nova terra, com novos mares
Onde o bálsamo das flores desperta o coração dos homens
Queima-se a ignorância, o mal e o medo
Liberta-se o amor e tudo se integra
Na mais completa harmonia Universal
sexta-feira, 15 de abril de 2016
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| Foto de https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography/?fref=ts |
Às vezes, quando aquela chuva vinda das terras do sem fim me humedece as entranhas como se de repente tudo ficasse sem cor, eu morro um pouco para a beleza, aquela beleza que sendo apenas minha, enfeita a terra de luz.
Mas, às vezes, quando renasce da lama a alma transformada em fénix, sim, quando da morte se vive a intensidade da vida, tudo, tudo se transforma em beleza e tudo vive as vidas do sem fim.
Nasce, ainda que adormecida, a compaixão.
quinta-feira, 17 de março de 2016
Saudade
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| Foto de https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography/?fref=ts |
O vazio preenchido pela saudade
de quem procura na imensidão do céu a tua estrela.
Magoava-me a ferida dilacerada
do dia em que te perdi
nos mistérios da morte.
Mas hoje
quando a luz banhou de prata as ondas do mar
e no céu
uniram-se as mãos das plêiades
acabou-se a minha saudade vadia,
e eu vivi o teu renascer
no fulgor da Terra
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Carnaval
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| Imagem da Internet |
Um dia chegaste trajado de Pierrot ao som de um samba melancólico. Trazias no peito a rosa brava e no coração o carnaval. Chegaste vestido de inocência, caminhando na praça com graça, a lágrima traçada no rosto.
Falaste-me dos carnavais do mundo, aqueles que te fizeram vestir camuflado de alegria, dentro de trajes de lantejoulas.
Um dia, num qualquer sambódromo do mundo o carnaval te levou. E eu trajei-me de Columbina.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Na minha aldeia
Quando o ocaso
descia na aldeia e a montanha se iluminava de mornos raios laranja, chamando os
coelhos para fora das tocas, voltavam para casa os filhos da terra. Era o sol
dos coelhos à hora das ave-marias cantadas na igreja.
As mulheres nas
soleiras das portas, aqueciam seus corpos na hora do penteado das feiticeiras,
esperando seus homens que rasgando caminho corriam para seus colos.
Caía o mais severo
silêncio enquanto esmoreciam os últimos raios de sol e cada instante era festejado
na eternidade do orgasmo.
Quando o frio
respondia da montanha e os coelhos recolhiam às tocas, deixavam estes homens as
suas mulheres, prenhas de tristeza e saudade e tudo se transformava em tempo
até o próximo sol.
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