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segunda-feira, 16 de março de 2015

Outra visão


 
Foto de https://www.facebook.com/#!/JCarvalhoPhotography?fref=photo
 
 
 


Caminhei em busca de um outro prisma

Subi a montanha procurando o espaço entre a terra e o céu

Sentindo e leveza da distância que me fazia compreender

A verdade

A linguagem das cores

Descrita com sonoridade pela beleza que me descrevia a natureza

E mais subia na frescura do orvalho e escolhia ser luz

Até me encontrar encontrando-te

Até viver vivendo-te

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Simplesmente




Há quanto tempo não parava o tempo

Num simples gesto de colher uma flor

e simplesmente sentir

Só eu, agora, e esse perfume

Ausente de passado

de ambições e projeções

A simplesmente ser

Uma flor com flor


Há quanto tempo não colhia uma flor

Que me fez parar a vida

No sussurro da ilha

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Os meus eus

Foto de https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography?fref=ts

De tanto viajar ao meu eu

acabei por encontrar vários eus

Que dirá o filósofo

 quando ouvir a canção nostálgica de um dos meus eus,

Ou a dança indígena, ou o riso infantil, ou as sombras camufladas.


Sem falar do desterro de um outro eu,

que de tanto sofrer libertou-se da humanidade.


E eu que pensava saber de mim, das flores,

do céu e do mar

das árvores

Da vida e não vida, do amor e amor


Afinal, que dirá o filósofo

De mim em busca de nós

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Obrigada



Apenas vós me vistes por dentro
Me ouvistes nos abafos e desabafos

Com o direito que vos confere a ser parte de mim

Apenas vós fizestes eco na minha alma

Saciando-me com o pão partilhado

Mergulhando-me na ebriedade do vinho

Celebro convosco, hoje, 13,

Cinquenta anos de existência



terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Feliz ano 2015

Fotografia de https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography


Por tudo que vivi e senti

Por tudo o que amei e desamei

Pela luz e pela sombra

Pelo sol

Pelos orixás do mar

Entrego-me a Yemanjá

Bebo a lua,
  o sal

A vida

 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Vivi


Não sei se de todas as lições vividas

aprendi a linguagem secreta da natureza

A intimidade dos homens.

Não sei se aprendi na luz e nas sombras

Ou se as vivi numa transição entre a verdade e a mentira.

Não sei se aprendi nos rituais da consciência

o elixir da vida eterna

Ou se inventei a pedra filosofal

Compus na comunhão com os homens, o poema

Que fez cair lentamente a tarde




(Reedição)

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Incerteza



Foto de https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography

Agarrei pedaços de incerteza, 

com a certeza que um dia me encontraria 

numa lua nua.


Encontrei-me nas voltas da terra

Deixando para trás esse gosto ocre

E baptizei-me de vento e mar