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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Os meus eus

Foto de https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography?fref=ts

De tanto viajar ao meu eu

acabei por encontrar vários eus

Que dirá o filósofo

 quando ouvir a canção nostálgica de um dos meus eus,

Ou a dança indígena, ou o riso infantil, ou as sombras camufladas.


Sem falar do desterro de um outro eu,

que de tanto sofrer libertou-se da humanidade.


E eu que pensava saber de mim, das flores,

do céu e do mar

das árvores

Da vida e não vida, do amor e amor


Afinal, que dirá o filósofo

De mim em busca de nós

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Obrigada



Apenas vós me vistes por dentro
Me ouvistes nos abafos e desabafos

Com o direito que vos confere a ser parte de mim

Apenas vós fizestes eco na minha alma

Saciando-me com o pão partilhado

Mergulhando-me na ebriedade do vinho

Celebro convosco, hoje, 13,

Cinquenta anos de existência



terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Feliz ano 2015

Fotografia de https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography


Por tudo que vivi e senti

Por tudo o que amei e desamei

Pela luz e pela sombra

Pelo sol

Pelos orixás do mar

Entrego-me a Yemanjá

Bebo a lua,
  o sal

A vida

 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Vivi


Não sei se de todas as lições vividas

aprendi a linguagem secreta da natureza

A intimidade dos homens.

Não sei se aprendi na luz e nas sombras

Ou se as vivi numa transição entre a verdade e a mentira.

Não sei se aprendi nos rituais da consciência

o elixir da vida eterna

Ou se inventei a pedra filosofal

Compus na comunhão com os homens, o poema

Que fez cair lentamente a tarde




(Reedição)

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Incerteza



Foto de https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography

Agarrei pedaços de incerteza, 

com a certeza que um dia me encontraria 

numa lua nua.


Encontrei-me nas voltas da terra

Deixando para trás esse gosto ocre

E baptizei-me de vento e mar




quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Felicidade



Foto de https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography?ref=ts&fref=ts

E eu que procurei a felicidade em tudo o que não tinha,
como se um dia agarrasse-a nas mãos
sem margem de fuga e nunca mais morresse.

Um dia prenhe de cansaço
entreguei-me ao dourado morno do ocaso
e nem os amores que morreram
ou os filhos que não nasceram,
afastaram o hálito da paz.

Nasceu-me luz pelos dedos
e nessa entrega sem condição
senti o sabor de terra e mar

E eu, que procurei a felicidade
Em tudo o que não tinha



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Mãe






Sabes mãe, apesar da tua morte

 o meu coração cresce em cada ano do teu aniversário.


Guardo a tua voz, o teu cheiro flor de jasmim, 

guardo o teu colo no meu jardim de rosas.


E o meu amor cresce e cresce,

 num coração onde cabe todas as estrelas em que eu te vejo .


Sabes mãe, eu sei que um dia encontrar-nos-emos

 na estrela mais brilhante do firmamento, 

por isso

 guardo as palavras que não te disse,

 palavras que o tempo não me deu tempo.


Mas,

 agora és a rosa mais viva do meu jardim.


Amo-te