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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Destino






Era só agora, e tudo acontecia agora, sem amanhã, sem destino profetizado pelas bruxas. Eram felizes assim, só conhecendo o hoje. Crianças de pés descalços e sol no olhar, sem grades nem medos, com a inocente coragem do amor ainda virgem.
Riam como se não houvesse destino, dançavam nas chuvas mornas e beijavam nas noites mais belas do mundo, sem dor e sem saudade.
Eram crianças sem destino, de pés descalços e sol no olhar.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Fuga



Não posso fugir de mim, ainda que ame com medo de amar e ressuscite o meu fantasma moribundo. Liberto a fenix de penas douradas e desenho palavras de vento, sempre que pinto o teu rosto na areia.

Um dia, deixarei a minha nudez reflectida na beira do porto, e vestir-me-ei de mar, apenas e só de mar, para poder te amar.