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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Acredito


Tocam os sinos na torre da igreja sobranceira ao mar. Clamam ave-marias nos fins de tarde, chamando as viúvas da terra que se entregam ao medo da cruz.

Mas foi assim, num fim de tarde ao som dos sinos com o mar perfumado de sargaço rebentando ondas no ilhéu preto, que acreditei na vida de tudo, seja das plantas, do mar, das estrelas, até do rochedo preto com forma de leão, plantado no mar frente à igreja qual guardião da costa.

E continuei a acreditar, mesmo durante as iras de Posídon, em que desaparecias no mar nas noites de luas de prata e eu, plantada no muro da igreja te esperava, ouvindo a tua voz vinda de um buzio, que voltarias a viver.

Sendo eu dona legítima de tudo o que sinto, ainda acredito que tudo o que amo vive comigo para sempre.



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