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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Por ora basta-me o mar




Por ora basta-me o mar

E eu sinto-me ser

o ser de pólen

no leito das rosas


 Se existo na luz do ocaso

 É porque visto o sossego

E fico neste exílio do mundo


Ainda assim

Resta de mim o poema


 Mas,

por ora


 basta-me o mar

sábado, 9 de novembro de 2013

Luz


 


Que sei eu de ti mãe,
Que voaste tão cedo esvoaçando no tempo
Entrando na melodia da luz,
E eu no vazio das lágrimas

Que sei eu de ti,
Quando um dia adormeceste nesse azul
E devolvi ao mar as lágrimas de sal
Deixando o que o meu coração te lembra

Hoje vi a ave azul
Que  devolveu-te do tempo

Gritei o teu nome nas folhas brancas do vento
E a lua cantou a melodia da luz