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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Turismo da Madeira e animais abandonados

Uma vez que não consigo ser insensível a nenhum ser vivo mal tratado, seja animal ou humano, mais uma vez, saí do supermercado do Lido Sol (perto da praia) com uma lata de comida para uma cadelinha que se encontrava ali abandonada, com vestígios de subnutrição.
Entretanto, um casal de estrangeiros veio ao meu encontro, nitidamente impressionado com o meu gesto, dizendo que estavam chocados com o número de animais abandonados e mal tratados espalhados pela ilha.
Perguntaram-me se era italiana, pelos vistos não queriam acreditar que uma madeirense estivesse a ajudar um cão abandonado. Censuraram a atitude dos madeirenses em geral, sem conseguirem perceber como ainda é possível este tipo de comportamento, num país inserido na desenvolvida Europa.
A única coisa que consegui dizer-lhes foi, que a evolução mais difícil de fazer é a da consciência e nesse aspecto, estamos ainda num estado muito primitivo. Evoluímos só nas aparências e é para isso que vivemos. Alguém que não respeita (já nem falo em amar) os outros seres vivos, está a anos-luz de uma consciência minimamente evoluída, seja na Europa ou fora dela.
Este casal afirmou deixar por escrito, na Secretaria do Turismo, o seu descontentamento em relação à forma como os madeirenses tratavam os seus animais e garantiram-me que cá não voltavam.
Infelizmente esta é a imagem que passamos aos nossos turistas.

 E eu, só me apeteceu passar por italiana. 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Quem és






És tu, vestido de vento e perfumado de mar

Quem faz cair a noite e me perde no destino

Ensinando-me a beleza da solidão


És tu quem pinta o céu de luar

E me oferece o leito onde adormeço

Mergulhada em ti onde nasço


Pudesse eu despir a saudade 


Galgar esse mar

Deixar o perfume da flor que morreu

Na Semente sem chão para nascer


Pudesse eu saber quem és

E amar para não sofrer

Ou sofrer para não amar

domingo, 14 de julho de 2013

Voei







Sonhava que era a alma da ave azul,

Aquela com quem eu falava quando me faltavam as palavras para o mundo.


Mil vezes falei de mim,


Sem saber que sonhava.



E a poeira do tempo desvanecia o meu acordar 

e eu teimava dormir.


Perdi o medo e a pressa,

Perdi a morte e a vida


E voei para além do azul.


Com a alma daquela que me ouvia nas tempestades.

A alma da ave azul. 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Horizonte





Caminho nessa estrada sem identidade nem pátria, vestida de vento e perfume de mar, rumo a um horizonte trazido pela nostalgia de um ocaso.

Os meus olhos de sol sorriem diante do sabor da tristeza.  Porque com a tristeza encontro a  alegria e deixo levar-me na melodia do vento, rumo à liberdade do horizonte sem morada, onde entrego as palavras aos deuses.