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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

POETA DA NATUREZA


Ele via a poesia no caos da natureza
Na sua disposição caótica e natural
Onde a ordem humana não imperava
Ele escrevia a beleza da selva

Descalço na erva húmida da terra
Ele sentia o calor das suas entranhas
E entoava o canto feliz do falcão
No coração das montanhas virgens

Poeta das florestas verdes
Dançava ao som das nascentes
Orava nas noites prateadas
E amava na beleza das ninfas

Na natureza vivia a poesia
Na criação natural a vida
Na morte vivia o renascer
Na liberdade vivia a vida

E assim, escrevia a poesia
Da natureza selvagem da vida

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

"Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte."

Alexandre O'Neill

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

EFÉMERO



Vem sentar-te comigo na beira da praia
Enlaça a tua mão na minha
Olha-nos na corrente do oceano
Vê-nos na efemeridade da pele

Vem sentar-te comigo ao lusco-fusco da praia
E aceita a morte do sol no horizonte
Deixa o amor enlaçar a nossa alma
E aceita a efemeridade do tempo

Vem e aceita-me na beira da praia
Olha o nascer da noite prateada
Ali entrega-me no fim dos meus dias
E vê-me viva nas ondas do mar

Nesse dia, sente-me na areia morna
Sente-me na espuma que te molha os pés
Serei a brisa que te tocará a pele
Serei a gaivota que te gritará dos céus

Nesse dia senta-te ali na praia
E sem me dizeres adeus
Sente-me na efemeridade da vida

terça-feira, 20 de setembro de 2011

UM DIA SONHEI QUE NÃO TINHA MEDO



Um dia sonhei que não tinha medo
Sem medo deambulava pela vida
E atravessava pontes
E escalava escarpas
Pois não tinha medo
Só tinha medo do medo

Um dia sonhei que não tinha medo
D a felicidade, da alegria ou do amor
Não tinha medo de mim, ou de ti
Não tinha medo do escuro ou da luz
Só tinha medo do medo

Um dia sonhei que vivia
Sonhei que finalmente vivia
Sem medo de ser, sem medo de não ser
E como não tinha medo
Perdi o medo do medo
E sonhei que vivi...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

COMO SE DE AMOR SE TRATASSE




Abri-te a porta do meu corpo sequioso
E da minha alma encantada
Abri-te a porta do coração oculto
Como se de lógica se tratasse

Abri-te a porta do meu corpo erróneo
Penetraste a minha pele ardente
Nas chamas ocultas do desejo
Como se de amor se tratasse

Lançaste sementes de rosas bravas
Ardentes de explosão e êxtase
Como se da tua casa se tratasse

Possuíste e renegaste a minha essência
No efémero lado sombrio
Das tuas entranhas ardentes
E assim te deixei possuir-me
Como se de amor se tratasse

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

NOSTALGIAS


Nostalgia de algo não vivido
Da vida que passou sem ser vivida
Da alegria que de triste se vestiu
Nostalgia do amor disfarçado de amor

Nostalgia de um tempo inexistente
Do vazio de algo não preenchido
Da saudade não saciada  
Nostalgia da alegria que se vestiu triste

Nostalgias de um profundo efémero
Da paz ausente no tempo
Da vibração musical do amor
Nostalgia da nostalgia de amar

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

PALAVRAS

Palavras que ecoam no silêncio
Que rompem a calma dos justos
Procurando eco na inconsciência
Da aventura errante do verbo

Palavras de ódio e pranto
Que falseiam sentimentos de amor
Que buscam rancor e medo
Nos horizontes insanos da razão

Palavras que de beleza se vestem
Buscando nas gentes singelas
Que fizeram do amor o pranto
Nas palavras trajadas de paixão

Palavras que do silencio se levantam
Buscando do amor próximo o distante
E do silêncio uma aventura errática
Nas eternas sombras da razão

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O VELHO



A beleza oculta na pele enrugada
De quem viveu a beleza da vida
De quem viveu a tristeza da vida

Rugas por onde correram lágrimas
De choro e de riso
A beleza oculta nas mãos malhadas
Mãos que ocultam segredos,
Mãos caladas pelo tempo

Olhos cegos
Que contemplam a cegueira
Que vêm a beleza entranhada na vida.
Pés que se arrastam rumo ao todo
Que arrastam uma alma viva
Pés que arrastam o velho
O velho poeta da vida

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A ROMARIA

Caminhava numa romaria de festas e promessas
 O vestido esvoaçava branco ao vento 
E andando com passos dançantes
Seguia rumo à promessa sonhada

Procurava o amor que sabia existir
E pedia ao Senhor os caminhos a seguir
Sentia no peito a alvorada colorida
E caminhava com esperança nutrida

Na romaria cantava e sofria
Orando ao Senhor com emoção sentida
E de olhos no altar florido
Sonhava ver o anjo colorido

E cantando acalmou o seu coração
Que de esperança e amor se vestiu
Entrando no templo do seu íntimo
Viu o seu amor de luz vestido

AMO POR TI





Amo por ti
Amo por mim,
Porque tu mereces que eu ame

Em cada respiração,
Em cada poro
Em cada gota de sangue
Em cada órgão
Em cada célula

Amo…amo por ti
Porque tu mereces que eu ame
Amo por mim

Em cada animal que acaricio
Em cada flor que cheiro
Em cada onda do mar que abraço
Em cada dor iludida
Em cada lágrima feliz
Amo…amo por ti

Porque tu mereces que eu ame
Amo por mim
 Porque fazes parte de mim
Da minha energia
Da minha alma
Do meu espírito
Do meu corpo
 Amo…amo por ti

Porque tu mereces que eu ame
Amo por mim