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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

ASSIM ELE CHEGAVA



Assim ele chegava
Há hora de sempre chegar
Com cheiro de mar e sal
Desejoso de me amar

Um dia ele chegava
Trazendo a brisa do mar
Com um rasto de luz lunar
O meu mundo iluminava

Mas um dia ele chegou
Sequioso de puro amor
E me amou como nunca amou
Num derradeiro desejo de amar

Assim num dia  partiu
Levando o cheiro de mar
E eu de tanto amar
Perdi-me no túmulo do mar


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A CEGUEIRA



Qual mundo de ilusões tão reais
Produto de um ego ilusório
Que vagueia num mar de tempestade
Onde medos e magoas se tornam reais.

Qual mundo provocado pela cegueira
Da visão de um ser insano
Mergulhado na neblina do mundo.
Que no luar do Universo vagueia

Qual mundo renascendo do caos
Que Emergindo no equilíbrio cósmico
Ressuscita da cegueira temporária
Para a visão infinito do amor …

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

REENCONTRO

Reencontro-te também nesta vida
Amor de anteriores vidas
De desencantamentos de vidas desprovidas
Renasço em busca de te amar

Porque na química da tua pele me descubro
Qual amor sobrevivente das épocas
Emergente nas neblinas dos tempos
Reencontro-te no sublime agora

Amo-te livre de condições
Liberto-te para me amares assim
E reencontrar-nos-emos
 num tempo atemporal de amor

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A ILHA



Que existe para além deste mar
Que aconchega esta ilha de sal
Que aprisiona e liberta as suas gentes
Que de mar e céu parecem viver

Que existe para além deste mar
Que parecendo esconder inusitados tesouros
Deixa no coração das gentes
Um sabor de infinita eternidade

Que existe para alem deste mar
Que para além do azul horizonte
Deixa na alma das suas gentes
Um sabor de segredos e mistérios

Que existe para além deste mar
Que sentindo o coração da terra
Aconchega esta ilha de sal
Nos espíritos inquietos das gentes

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

LIBERDADE


Liberto a liberdade das emoções
A liberdade das lágrimas salgadas
Liberto a nostalgia do tempo
Das mágoas e alegrias passadas

Liberto as emoções sentidas
Nas noites de luas infinitas
Liberto a liberdade de amar
Dos dias intensos de saudade

Liberto a melancolia da vida
Que do pranto se desfez no tempo
Liberto a dor da despedida
Que de mágoa intensa se vestiu

Liberto a vida da vida
E vivo na liberdade de ser
Na liberdade livre de viver


terça-feira, 9 de agosto de 2011

EU SOU O QUE EU SOU


Eu sou a brisa emanada das ondas
Sou a energia oculta das árvores
Eu sou a essência que é
Eu sou apenas o que sou

Eu sou a respiração profunda
Do filho acabado de nascer
Eu sou o grito redentor da morte
Eu apenas e só, SOU

Eu sou o riso profundo da terra
Sou a melancolia dos povos
A nostalgia da melodia longínqua
Eu sou apenas e só o que eu sou

Como o vento sereno no deserto
Apenas SOU

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

DESPRENDIMENTO




No desprendimento da vida
Vejo um palco de cenas efémeras
Encontro na impermanência das coisas
O desprendimento da minha alma

No decorrer dos minutos
Em que o presente se tornou passado
E o futuro se tornou presente
Desligo-me do derradeiro desfecho

No desprendimento do tempo
Encontro a paz do momento
E avanço numa vida atemporal
Livre dos últimos epílogos

Na aceitação da impermanência da vida
Encontro a pacificação da minha alma
Que na paz confiante do momento
Se veste de genuína felicidade

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

CONFESSO VIVER



Vivo no encantamento da vida
Vivo na beleza das noites
No silêncio musical das brumas
Da livre existência da vida

Vivo a vida das névoas
Que de rosa coloriu o céu
Vivo a manhã púrpura
Na existência da morna luz

Confesso que vivo de amor
Vivo do amor que vive
Nas respiração de cada ser
Vivo de bem-querer

Vivo no encantamento
De cada nascer de aurora
Nas entranhas da vida viva
Confesso viver…

SOLIDÃO


Dos teus olhos profundos e enigmáticos
Brotam reflexos de uma solidão
Disfarçada de amor e paixão
Guardada por anos de existência
De uma vivência de solidão acompanhada

Nos teus olhos negros de paixão
Manifesta-se a solidão das multidões
A solidão dos encontros fortuitos
A solidão das horas de falso amor
Do prazer da pele e do êxtase orgástico

Dos teus olhos de solidão profunda
Brotam ânsias de uma paixão vazia
Enevoados pelo teatro da vida
Equivocados pelas ilusões manifestas

Na tua solidão acompanhada
Procuras a solidão do amor humano
Na tua solidão disfarçada
Escondes a essência da tua vida
Onde na bruma dos teus olhos
Vives a solidão da vida…

PROCURO-TE

Ilha da Madeira

Procurei-te nas tabernas da vida
 e nos barcos do porto.
Procurei-te no rosto dos homens
Entre a multidão das multidões.
Procurei-te nas orgias da noite
E nos Carnavais da vida.
E procuro-te no meio das tempestades
E nos confins do tempo
Porque sinto ser pouco este viver
Procuro-te na neblina de um qualquer amanhecer
Nas estradas da existência e na eternidade do tempo
Porque fazes parte dessa outra parte de mim
Procuro-te como se sempre te encontrasse

SENTIR

É um estado de Ser e de sentir…
Sentir o paraíso inexpugnável
E caminhar em direcção a um Deus maior

É a sensação de ligação ao todo
Ligação a uma energia pura e una,
E nada é separado de nada

A unicidade é manifesta
No sentir a terra, no sentir o céu
No sentir a cor púrpura do sol
No sentir a mente dos homens

Mergulhada na profunda ilusão
Da separação aparente
É levantar o véu que cobre a visão
E deixar o mundo encantado das ilusões

É sair do sonho insano das cegueiras
E escolher a vida para além da vida
É sair do sonho passageiro do mundo finito
E mergulhar no oceano infinito da alma
E sentir, sentir…